Número 7 - Belo Horizonte 24/setembro/2004

 

Texto de Gérson de Holiveira

Era
Ontem, um frio glacial. Ora, é primavera!
E um sol de final de era


Já viu esse filme?

Aumentou a taxa
de juros e foi fazer
discurso na ONU.

Meu medo
Não é da
medida provisória.
É do dedo, que ele
pode enfiar na
história.

O cleptopolítico
Não perde a linha
Leva a verba.
E se não tiver ninguém
olhando,
Leva a galinha.

O mercado
e seus humores,
são o deus
dos especuladores.


A Trincheira
do prefeito, criatura,
é a própria
prefeitura,

A brutalidade
do Produto Interno
Bruto, só é menor
do que a covardia
daquele puto.

Bom dia, Bracel.
Mais dois
adeptos de fé:
eu e velhinha
de Taubaté.

Serviço
para aumentar
a auto-estima
do desempregado?
Desempregado
quer é serviço.


Giselle

Hei, Giselle:

um pouco de fama não vai fazer mal.
Dê luz nos cabelos, encare um jornal,
você vai vencer.
Olhos verdes, um look fatal.
Um dúbio batom. Quem vai querer?
quem vai querer, essa mulher sensual?
Oh, Giselle...
sinal cintilante em minha TV.
Estrela do show biz. Me diz: é bom se ver,
entre os cowboys, num poster
de uma Playboy?

Gérson de Holiveira

Foto:Victoria's Secret







Usar drogas não é uma questão de livre arbítrio. Legais ou não, nos dias de hoje elas estão ao alcance de qualquer um. Mais fáceis do que muitos remédios vendidos em farmácias. A diferença, neste caso é uma só: controle de qualidade. como saber o que se está comprando?
A situação é mais séria do que parece. São milhares de pessoas, consumidores eventuais, correndo risco de vida. Muito se fala sobre o ecstasy, a droga que mais se populariza no Brasil e no mundo, mas nunca o discurso maniqueísta é posto de lado a fim de esclarecer a pergunta básica:

Em alguns países, existem fortes esquemas de informação aos os usuários, várias pílulas são regularmente testadas e os resultados divulgados. No Brasil entretanto, uma mistura de hipocrisia e moralismo impede a difusão de dados detalhados. "Não use drogas." é o que dizem as campanhas, sem procurar subsídios para que usuários recreativos tenham um mínimo de segurança. Governo e organizações governamentais lavam suas mãos e deixam a cargo de cada um buscar as informações necessárias.

Teoricamente, uma pastilha de ecstasy deveria ser composta de MDMA (3,4-metilenodióxido-N-Metilanfetamina). No entanto o que se vê na prática são várias pílulas, vendidas como ecstasy, com adição de uma série de outras substâncias como anfetamina (regularmente usadas) ou LSD(raramente) são bem conhecidas. No entanto, também são encontradas drogas menos populares como efedrina (que produz efeitos similares ao do MDMA, como taquicardia e gargantam seca) ou ketamina.

Apesar disso, não são essas as substâncias mais perigosas que podem ser encontradas misturadas à droga. Atropina, substância ativa de um remédio controlado, e bastante perigosa se superdosada, foi encontrada em certas apreenções de ecstasy na Europa; assim como o 4-MTA, componente suspeito por várias mortes na Holanda e nos EUA. DMX também vem sendo vendido como ecstasy. Isolado, é uma substância menos nociva, porém misturado ao MDMA, se torna bastante perigoso.

Uma outra substãncia o PMA (para-metoxianfetamina), também vendida como ecstasy, tem sido culpada por mortes na Europa, austrália e EUA. PMA parece com um ecstasy fraco, quando em pequenas doses, demora cerca de meia hora a mais para fazer efeito e então produz uma pequena euforia e efeitos estimulantes. Porém em doses maiores, causa um dramático aumento de temperatura, pressão sanguínea e batimentos cardíacos, potencialmente podendo levar a convulções, coma e morte.

Até mesmo estricnina, usada em veneno para ratos, foi encontrada em certas pílulas, recentemente na Holanda. Cada uma continha 8mg da substância. Especialistas estimam que a dose fatal para seres humanos esteja entre 5mg e 20mg. Vale a pena correr o risco?

Educação em valores humanos
A Escola Sri Sathya Sai, que será inaugurada dia 25 de setembro, na região de Casa Branca-Aldeia, em Brumadinho, é resultado de um esforço humanitário, de uma equipe dedicada à educação de crianças brasileiras e de todo o planeta.
A frequência dos alunos, daquela localidade, é gratúita e a prioridade é para os mais necessitados. Os professores e funcionários são voluntários. O método, Educare,criado pelo mestre indiano Sathya Sai Baba enfatiza os valores humanos.
As pessoas que desejarem conhecer o projeto, e de alguma maneira contribuir, devem entrar em contato com Valéria de Paula, pelo e- mail vfpaula@uai.com.br

DAO IN (Prática corporal)

Dao In, em chinês, significa caminho interno. É um trabalho corporal (semelhante ao Tai Chi Chuan) e pode ser praticado, permanentemente, por pessoas de todas as idades. O Objetivo é desenvolver a harmonia e o equilíbrio energético corpo/mente, no praticante. O curso inclui alongamento, técnicas de relaxamento e meditação. As Aulas são sempre às terças e quintas feiras, em dois turnos:às 7:30 e às 18h. Outas informações com Trindade- Fone (31) 3212 8280

Fotos: Santiago Bustamante Foto: Rogério Santos



Libertando-se da catalepsia de mídia


"Ouvi por aí: " As cidades são como um circúito impresso. Ruas, avenidas, rodovias, curvas e becos- sem-saida, são pequenos módulos instalados de lado a lado. Esses módulos são parte intercambiáveis, de um máquina muito grande.
Essa é a realidade do pesadelo de Marshal Mcluham, Wyndham e outros pensadores profundos: a criação de um público como im rebanho. O público que não tem história nem futuro, o público tem, num momento dourado, um sistema de créditoque liga-o inelutavelmente, a uma teia de ilusões, jamais criticada.
E assim rompemos com a mãe natureza (ou com a matriz Gaya). Esta é a consequência da falta de igualitarismo."
Nas edições anteriores avaliamos a luta dos instintos, genéticos e somáticos e suas projeções no mundo objetivo. Enfocamos as partes negadas de nossa natureza que insistimos em nunca olhar de frente.
Vimos como os limites de nossa pele com o ambiente nos confunde; sentimos que a divisão do ego com o nosso corpo nos aliena. Deploramos invenção de castas e a discriminação das raças que resultam num fosso abissal, entre os mais aptos e os mais fracos, com reflexos nefastos para todos os seres vivos. "


A hora da iniciação


Esta percepção, na cultura oriental, é conhecida com "a noite escura da alma". Vista como iniciação, expande a consciência. A jornada evolutiva se processa, quando o ego individual (ou coletivo) não consegue mais dar respostas às grandes questões existenciais e se entrega à sabedoria da totalidade.
Nesse estágio pode acontecer a reintegração do homem às forças espirituais do universo.


O salto genético


Essas energias funcionam como anticorpos naturais, e ao nos subjugar, nos convidam a aceitar o desafio do salto genético, que neste momento histórico enseja a revolução interior, que permite reprogramar nossa memória celular e acessar os mistérios da realidade cósmica, preservados no DNA.
Segundo o polêmico guru, indiano Baghwan Sree Rajneesh (Osho), o ocidente criou tecnologias, que se fossem aplicadas democraticamente (e sabemos que não são) nos deixaria, a todos, exteriormente muito ricos.
As tecnologias para nossa libertação interior, foram criadas na Ìndia, há cerca de cinco mil anos e estão cada vez mais disponíveis, nos grupos de meditação de todo o mundo.
As tecnologias adequadas para essa revolução interior são: os 112 tipos de Yoga, O Taoísmo, O Zen- Budismo, O Tantra, O Sufismo, O Hassadismo e, principalmente, a meditação.

É sobre elas que trataremos no próxima edição(GH).

Agradecimento a Sandra Guimarães e

Cláudia Regina-(Oi- Savassi)

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