
Texto de Gérson de Holiveira |
Linha branca
Bobeira, Lia, é querer vender geladeira pra quem exporta
frente fria.
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O Rato
esteve aí.
Que rato?
O rato do FMI.

Um trabalhão
pra vender. Uma venda
pra receber.

Maturidade, é
anarquia com
responsabilidade.

Amor patético,
o de Electra
com Édipo.
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Ecologia
é poder viver
na Bahia.

Aquecimento
global?
Então Tao.

A vida é bela,
vista assim,
da passarela.

De manhã,
a psicóloga despertou,
no divã...
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| John Kerry o presidente darrente |
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Agora sei como é...pobre povo brasileiro.
Metade da população à toa, pelas
praças... isso é falta de trabalho! |
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Frases do Millor
- A burocracia ficou rica no dia em que inventou ao mesmo
tempo a certidão e a servidão.
- O capitalismo não perde por esperar. Em geral ganha
6% ao mês.
- A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que
a Direita acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e
a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina.
- Eu sei sempre do que é que estou falando. Tirando
isso não sei mais nada.
- Inércia é uma energia gerada pela preguiça
de sair de onde se está.
- Morte súbita é aquela em que a pessoa morre
sem o auxílio dos médicos.
- Idade da razão é quando a gente faz as maiores
besteiras sem ficar preocupado.
- Apesar de sexagenário ele fazia sexo quase todos
os dias. Quase no domingo, quase na segunda, quase na quinta.
- Os franceses inventaram o "esprit de corps".
Os brasileiros inventaram o esprit de porc.
Millor - www.millor.com.br
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Alguns resultados eleitorais em Minas
@ Márcio Metzker
Aécio
Neves comemora a conquista de 148 das 853 prefeituras de Minas
no primeiro turno, arrebanhando 1.898.848 votos para prefeito.
De fato, o desempenho do PSDB foi melhor que em 2000, quando
conquistou 136
prefeituras, com 1.052.115 votos. Mas o grande vencedor nesta eleição
foi o PT, que conquistou 86 prefeituras, mas arrecadou 3.016.774
votos. Em 2000, o PT foi o sexto colocado, com 34 prefeituras e apenas
817.314 votos.
Se é verdade que cada eleição
arma o jogo da próxima, Aécio sofreu um rude
golpe em suas pretensões de ser a estrela ascendente
da direita, aspiranteà presidência da República,
ao perder a eleição para prefeito de Belo Horizonte
no primeiro turno. Nenhum governador pode se afirmar nacionalmente
se não fizer o dever de casa de conquistar a Prefeitura
da Capital. Ponto para Geraldo Alckmin, que colocou Serra na
dianteira do segundo turno em São Paulo. O fenômeno
de rejeição aos candidatos apoiados por Aécio
tem fácil explicação: as quedas-de-braço
que Aécio vem travando com a imprensa e com o funcionalismo
público perpassaram para as demais camadas da sociedade.
O PSDB manteve a segunda colocação
na eleição em Minas. Em 2000, o grande vencedor
foi o PMDB, com 230 prefeituras. Agora caiu para 141. O PFL
tinha 152 prefeituras em 2000. Agora conquistou apenas 120.
O PL é um partido em ascensão, ao conquistar
88 prefeituras, contra 61 em 2000. Também dobrou seu
eleitorado, de 655.020 para 1.209.768, e subiu de 8º para
4º no ranking.
Das cinco cidades mineiras com mais de 200
mil eleitores, apenas Belo
Horizonte resolveu a eleição no primeiro turno. Contagem,
com 381.743
eleitores, terá enfrentamento entre Ademir Lucas (PSDB) e
Marília Campos (PT), com vantagem para esta. Uberlândia,
com 358.483, viverá a disputa entre Odelmo Leão (PSDB)
e João Bittar (PL). Os derrotados devem se unir contra o tucano.
Juiz de Fora (346.354 eleitores) terá Alberto Bejani (PTB)
contra Custódio Mattos (PSDB). Nessa cidade, os derrotados
devem se unir contra Bejani. Em Montes Claros (206.439 eleitores),
Athos Avelino (PPS) combate Luiz Tadeu Leite (PMDB).
Na próxima eleição, duas
novas cidades deverão entrar no grupo do 2º turno:
Betim, que hoje tem 199.607 eleitores, e Uberaba, que tem 194.045.
Se
crescer mais de 10%, também Governador Valadares entra na
lista, porque hoje tem 178.962 eleitores. Para o futuro, Ipatinga
e Ribeirão das Neves devem atingir os 200 mil. Hoje estão
por volta de 150 mil cada.
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O economista e professor François
Chesnais, da Universidade de Paris, fala sobre o Brasil, país
de sua admiração.
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| Foto: Menandro Ramos |
Os fluxos de capital estrangeiros
ajudaram a estabilização
do início do Plano Real, a redução das
taxas de inflação... O sr. não vê nenhum
benefício no modelo atual?
Onde estão os benefícios do neoliberalismo para
a maior parte da população? Para os mais pobres?
Nós vemos que os pobres se tornam cada vez mais pobres.
O número de pessoas no Brasil que se beneficia no modelo
neoliberal é muito pequeno. É, no máximo,
15% da população. Não podemos continuar
a fazer políticas que beneficiem só essa parcela.
Para aqueles que têm necessidade de mudanças, é preciso
explicar que a batalha será muito dura e que não
poderá ser vencida sem engajamento.
Como sair desse modelo de globalização? Voltar à "era
Vargas"?
Não, a minha posição não é a
de defesa do modelo de Getúlio Vargas. É muito
mais radical. Proponho estabelecer, numa escala de um país
continental e rico como o Brasil, um modelo de apropriação
social, de despesas planificadas segundo a ordem das necessidades
mais urgentes. Esse modelo estabeleceria as condições
para a criação de uma democracia que não
conheceria os mesmos problemas enfrentados por Cuba. Uma boa
parte das pessoas que participaram da formação
do PT ainda está ativa e tem grande experiência
política. Temos todos os elementos para uma ruptura
vitoriosa no Brasil.
E o que viria após a ruptura?
Que modelo de Estado seria formado a partir dela?
Certamente não seria um Estado nos moldes soviéticos.
Esse novo Estado não teria como objetivo desenvolver
uma burocracia pública muito grande e poderosa. Seria
um Estado com o menor número de pessoal possível. É uma
idéia totalmente nova que precisará de bastante
criatividade. Do ponto de vista econômico, é fundamental
o controle de recursos sob um sistema de planificação
leve. Alguns mecanismos da economia de mercado seriam mantidos,
mas o planejamento econômico seria planificado. As questões
macroeconômicas seriam subordinadas às prioridades
sociais do governo.
Como fazer avançar uma ruptura tendo em vista que o
Brasil tem acordos estabelecidos com outros países?
Todo acordo pode ser revogado. O único desafio é o
de explicar bem, para as pessoas para quem se está governando,
quais são os objetivos. A única política
de esquerda é a da ruptura.
O governo Lula parece longe de caminhar
para esse tipo de ruptura. Entre a ruptura radical e o modelo
neoliberal, há uma "terceira
via" possível?
Não. Não existe. A nova política seria
endossada pelo apoio popular e pela intervenção
direta das pessoas no processo e no entusiasmo das novas gerações.
Nesse ponto, ela seria uma ruptura com o "socialismo real" e
com um regime chinês. Logo, seria um caminho novo. Essa
ruptura poderia se dar com calma, a não ser que as classes
ricas se oponham e usem a violência. Não há uma
via intermediária. A administração Lula
prometeu uma via intermediária com uma primeira fase
mais difícil e, depois, o crescimento. Mas um crescimento
para quem? Quando se mantém um salário mínimo
tão baixo, não dá para trazer crescimento
para os mais pobres.
O senhor está decepcionado
com o governo Lula?
Eu não estou mais decepcionado. Eu analiso. Meu momento
de decepção é muito anterior. Ele data
de julho de 2002, quando Lula assinou um acordo com o FMI junto
com os outros candidatos. Desde então, não tenho
mais nem decepções nem surpresas. O que vejo
apenas reforça a minha convicção de que
não existe "terceira via" possível.
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DAO IN (Prática corporal)
Dao In, em chinês, significa caminho interno. É um
trabalho corporal (semelhante ao Tai Chi Chuan) e pode ser praticado,
permanentemente, por pessoas de todas as idades. O Objetivo é desenvolver
a harmonia e o equilíbrio energético corpo/mente,
no praticante. O curso inclui alongamento, técnicas de
relaxamento e meditação. As Aulas são sempre às
terças e quintas feiras, em dois turnos:às 7:30
e às 18h. Outas informações com Trindade-
Fone (31) 3212 8280
Transgênicos: coloque o dedo nessa história!
foto: GreenPeace
Faça com que os políticos eleitos
com nosso voto respeitem a opinião de 80% dos brasileiros
que não querem a liberação dos transgênicos
(pesquisa ISER 2004).
O Senado deve votar nos próximos dias o Projeto de Lei de Biossegurança,
que estabelece critérios para uso e cultivo de transgênicos no
Brasil. A contaminação genética causada pelos transgênicos
representa um risco imprevisível e irreversível. E os patrimônios
agrícola e ambiental brasileiros poderão ficar nas mãos
das grandes corporações que detêm a tecnologia transgênica.
JUNTE-SE A NÓS! PROTESTE AGORA!
Acesse já: www.greenpeace.org.br/brasilmelhor
Envie sua mensagem de protesto para que o Governo Federal respeite a população
brasileira e o meio ambiente e não libere os transgênicos.
Você pode fazer algo.
Juntos podemos fazer muito!
Filie-se ao Greenpeace!
www.greenpeace.org.br
Manifesto dos mineiros em prol da saúde
ameaçada
Livros de Marco Aurélio Cozzi
Anais do evento "Saúde em debate", na Faculdade de medicina
da
UFMG em 05/12/02. 'A venda nas principais
bancas de revistas, lojas naturais e farmácias homeopáticas de
Belo Horizonte.
Outros lançamentos
"Ação sobre o Mundo Acadêmico Mineiro"-09/2002i170pgs. "SOS
terapias ecológicas"-2001-260pgs.
Check-mate Scientific?
Alerta à população local e global
1- Eugenia-novos paradígmas. O monopólio da saúde e a
existência humana planetária.
2- Realidade contemporânea e terceiro milênio, a Escatológica.
3-A ciência metafísica e o cientifismo corporativista. A alopatização
das medicinas energéticas. Os paradoxos cientificos. A metaciência.(no
prelo)
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Durante debate recente em uma Universidade, nos Estados Unidos,
o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque do PT, foi
questionado
sobre o que pensava da
internacionalização da Amazônia. O jovem americano
introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista
e não de um brasileiro.
Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou
a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:
"
De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização
da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham
o devido cuidado com esse
patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental
que sofre a Amazônia, posso
imaginar a sua internacionalização, como também
de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se
a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada,
internacionalizemos também as reservas de petróleo
do mundo inteiro. O petróleo é tão importante
para o bem estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso
futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito
de! aumentar ou diminuir a extração de petróleo
e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria
ser internacionalizado. Se a
Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos,
ela não pode ser queimada pela
vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão
grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias
dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas
financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia
da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalizção
de todos os grandes
museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas a França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças
produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse
patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico,
seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário
ou de um pais. Não faz muito, um milionário japonês,
decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes
disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante
este encontro, as Nações Unidas estão realizando
o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países
tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira
dos EUA.
Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações
Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria
pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma,
Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade,
com sua beleza específica, sua história do mundo,
deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar
a Amazônia, pelo risco
de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos
todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles
já demonstraram que são capazes de usar essas armas,
provocando uma destruição milhares de vezes maior
do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos a presidência dos
EUA tem defendido a idéia de
internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da
dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança
do mundo tenha possibilidade de ir a escola. Internacionalizemos
as crianças tratando-as, todas elas, não importando
o país onde nasceram, como patrimônio que merece
cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia.
Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo
como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão
que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando
deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização
do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para
que a Amazônia seja nossa. Só nossa."
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O canto das sereias do oriente
Ou de como a divindade trabalha para
unir nossos hemisférios cerebrais.
Quando Jung esteve na Índia, ficou protegido
vivendo em bolhas de ar ocidental, pela objetividade, causalidade
e por todo aparato da intelectualidade. Lá ele concluiu:" É possível
que a Índia seja o verdadeiro mundo e que o homem branco
viva num manicômio de abstrações."
Gita Metha, escritora indiana contemporânea, e nossa musa,
acrescenta: Se o homem ocidental vive num manicômio de
de abstrações, o indiano vive num manicômio
de distrações, mas dá a elas nomes filosóficos,
como bhakti yoga, a meditação da adoração;
hatha yoga, a meditação da resistência física;
tantra yoga, a meditação dos sentidos; guru yoga,
a iluminação pelo mestre e a reencarnação,
a iluminação pelo renascimento.
A caminho da loucura divina
Sem abstrações o homem branco se desintegraria na Índia.
O indiano, por outro lado, vive mais perto da realidade, então tem de
tomar medidas evasivas mais elaboradas.
A espiritualidade ocidental é regida por dogmas. O pensamento indu não
tem dogmas, mas vive perseguido pelo Dharma que segundo Gita Metha, significa
não haver distinção entre o caos e a ordem. Aceitar o bem
e o mal como indivisíveis; testemunhar a continuidade simultânea
como ordem moral, o ser, como um processo infindável de tornar-se... e
contudo agir. Significa que nós não podemos seguir a lei. Nós
somos a lei.
Comprando tempo ao tempo
E ela continua: "Quando se reconhece que o Dharma é duro demais,
nossas meditações e nossas técnicas espirituais degeneram
em técnicas de suborno e esses sistemas são usados para comprar
tempo ao tempo. E temos um nome filosófico para os sistemas de suborno:
chamamos de lila, a meditação da brincadeira... como as gozações
que são perpetradas nos mosteiros e ashrans da Índia."
Lilas também, são os devaneios, as distrações divinas,
que dão nome e inspiração, a esta seção.
Aqui nos permitimos a um único tipo de suborno: comprar tempo ao tempo.
Rindo de nós mesmos, cantando, dançando e sonhando... e no entanto,
agindo ( tomando consciência, inclusive política, de nosso lugar
na vida).
As diversas formas de meditação continuarão sendo nosso
tema, sempre com a ajuda dos mestres. Muito de belo ainda há que se revelar.(GH).
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Mudanças climáticas
podem custar caro, alerta ONU
Genebra - As fortes mudanças climáticas que estão sendo
observadas nos últimos anos em várias regiões poderão
custar caro para a economia mundial. Segundo o estudo Mudanças Climáticas
e Serviços Financeiros, publicado hoje pelo Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os problemas ambientais poderiam gerar
custos de até US$ 150 bilhões por ano até 2012. Além
disso, os prejuízos nos últimos 15 anos já chegaram à US$
1 trilhão.
Segundo o relatório, os custos econômicos
das catástrofes ambientais poderiam ainda levar à falência
instituições financeiras, como seguradoras em vários
países, inclusive nas regiões ricas do mundo. Um exemplo
desses problemas financeiros ficou claro com as inundações
de parte da Europa Oriental há dois meses e que deixou os governos
e seguradoras em situação complicada para pagar pelos danos
causados pelas chuvas.
"O aumento da freqüência de eventos
climáticos sérios possui o potencial de estressar seguradoras
e bancos a ponto de abalar a viabilidade deles ou mesmo levá-los à insolvência," alertou
o estudo.
Para o relatório, o Protocolo de Kyoto não é suficiente
para combater o problema climático no mundo. O acordo foi assinado
por muitos países, inclusive pelo Brasil, e os obriga a diminuir
a emissão de gases que causam o efeito estufa na atmosfera.
O documento, que foi preparado após reuniões
da agência da ONU com 295 bancos, companhias de investimentos e
seguradoras, propõe que instituições financeiras
incentivem as empresas a contribuir para o clima mundial. Entre as iniciativas,
os agentes financeiros poderiam negociar taxas de emissão de gás
com empresas e oferecer prêmios àqueles que adotem medidas
contra a poluição.
Segundo a ONU, os agentes financeiros também
devem atuar para mostrar que os negócios no setor ambiental podem
gerar lucros para as empresas.
As estimativas apontam que somente no setor de "energia
limpa", o mercado mundial deverá chegar a movimentar US$
2 trilhões até 2020.
Os Falcões de Bush

Quando se fala em futuro do mundo, os "falcões" de
Bush não pensam no quarto milênio. Falam da expansão
do império neste início do terceiro milênio. A esse
respeito, vale destacar a advertência do tenente-brigadeiro Sérgio
Xavier Ferolla, ministro do Superior Tribunal Militar: a derrocada da
potência comunista tornou evidente a hegemonia norte-americana,
com seu impressionante poderio militar e econômico que fará qualquer
coisa para manter-se no comando das iniciativas. O projeto de integração nacional brasileira, que se iniciou
quando dom Pedro I determinou a instalação da primeira
colônia militar no rio Araguari (que se estenderia do Oiapoque
até Tabatinga), na fronteira Norte, é uma questão
primordial para a sustentação da soberania nacional.
Mais cedo do que se imagina, teremos disputas pelo domínio dos
recursos hídricos, e então explodirá a questão
amazônica, como aconteceu na metade do século passado, com
o projeto da Hiléia Amazônica (encampado pela Unesco), e
que só não vingou graças à intensa luta patrocinada
pelo Clube Militar e o ex-presidente Arthur Bernardes, então deputado
federal pelo PR. Em 197l, em palestra na Escola de Guerra, o embaixador
Araújo Castro alertou para o projeto dos Sete Grandes de cercear
o desenvolvimento do terceiro mundo. É o que se concretiza hoje
com o plano de Bush II de congelamento do poder mundial , falando-se
em termos de poder militar, político, econômico, científico
e tecnológico.
Nada mais atual do que repetir a palavra de Euclides da Cunha, em 1902: "O
Brasil está diante de um dilema: ou progredir ou desaparecer".
Na verdade, nenhum país escapa ao seu destino e o Brasil não
tem outra escolha: deve montar urgentemente o seu projeto de emancipação,
em perfeita consonância com as Forças Armadas, que são
instituições permanentes da vida nacional.
O ministro da Defesa, diplomata José Viegas, em conferência
para os oficiais-generais das Forças Armadas (23/2/2003, na sede
do Clube Militar), reiterou que a função essencial das
Forças Armadas se refere à preservação da
soberania e da integridade do território nacional . E citou trecho
do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando recebeu
a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar: "Podemos adiar
temporariamente, mas não podemos postergar indefinidamente o reaparelhamento
das nossas Forças Armadas. Temos fronteiras que precisam ser prevenidas,
vazio demográfico que precisa ser resguardado, espaços
aéreos que precisam ser vigiados e áreas marítimas
que precisam ser patrulhadas. As forças de terra, mar e ar têm
um dever essencial e, para cumpri-lo, têm de estar preparadas,
equipadas e bem treinadas".
(Dídimo Paiva - Jornalista)
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