Aquela
fera que gostaríamos
de conviver
( E que muito bem, pode ser você)
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Foto: Dave Cape |
Tem um olhar sereno e envolvente.
É
de uma calma irresistível... de uma tranquilidade espiritual
que não é passiva.
Sempre tem tempo e sabe onde quer chegar.
Quando entra num recinto é notada por sua postura.
Gosta da vida e sente-se bem fazendo o que é necessário.
Aceita o inevitável (uma recepção maçante,
um congestionamento de trânsito, ou ficar sozinho).
Não manipula os outros nem se deixa manipular.
Não necessita de aprovação, elogio ou aplauso
de ninguém.
É
autoridade sem dominação.
Entende que a crítica e a desaprovação fazem
parte da vida.
Trabalha naturalmente para fortalecer suas qualidades e reduzir seus
defeitos.
Evita discussões estéreis.
É
responsável sem ser sério.
Vive feliz, na certeza de que o mundo é o holograma de sua
existência.
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Interpretação dos Desejos
Ardentes
(Poema de Ibn Arabi-1165 a 1240)
meu coração
está aberto
a todos os ventos.
Ele é uma pastagem
para as gazelas,
e um templo
para os ídolos.
A pedra negra
do peregrino de meca,
a Tábua do torá
e o Livro do Corão.
Minha é a religião do amor.
E para onde forem
as caravanas de Deus,
a religião do amor
será a minha religião
e minha fé.
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Foto:
Gérson de Holiveira-Bailarina:
Josiane Tavares. |
Mantra
Gérson de Holiveira
Guarde o verde dos quintais;
rasgue véus e alianças.
Nessa noite surgirão os sinais;
mantras, risos de crianças.
A Eva futura é você
nesse plano bissexto.
A dama de capa e espada,
domando o dragão.
Cumprindo o voto sagrado
do ventre perfeito.
Gerando o novo contexto,
Unindo razão e coração.
Hei de ve-la como guia
da brilhante alvorada.
A bailar, a despertar
harmonia. Na multidão
alucinada.
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Zen-Budismo.O Himalaia é aqui
e agora.
"Pouco adianta falar, muito
menos escrever. Os pássaros cantam e o sol surge diariamente
sem explicações. Assim deve ser todas as coisas"
Texto de Carl Jung
Os Himalaias estão dentro de nós..assim como estão
dentro de nós estão todos os deuses, os demônios,
o inferno, o paraíso e acima de tudo aquilo que é a paz
fundamental. Não pensem, entretanto, que buscar alcançar
a paz que sempre existiu é fácil, que o caminho é suave.
Milhões de anos de conhecimento nos separam do que está aqui
e agora, diante e dentro de nós. Que culpa tem o Sol se andamos
de cabeça baixa. Mergulhem! mas antes disto, Stop!
PAREM! parem por um momento o gesto sem finalidade, o raciocínio
sem controle, o remoer de conceitos sem fim.
PAREM para encontrar o que não se procura, é preciso parar.
e preciso não agir para que surja a ação pura em
sua manifestação.
Essa atitude é o chamado Zazen. Zazen é sentar
pura e simplesmente.
é sentar, muito diferente do sentar que estamos habituados.
Por um instante prestemos atenção a uma estátua de Buda.
Observemos a espinha ereta, os olhos semi cerrados, as mãos superpostas,
os polegares na posição de equilíbrio na balança,
as pernas cruzadas. fiquemos nesta posição, dentro de um quarto
tranqüilo, durante meia hora diariamente, de preferência pela manhã e à noite.
Não se deve pensar em nada, nem tentar se opor aos pensamentos, que devem
ser observados como quem observa as ondas num rio que passa. E só.
(Carl Jung)
Mas eu pergunto: teremos paciência , concentração
e disponibilidade
de monge? E a revolução que grita dentro de nós?
A necessidade real de realização, como ficam? Não
vivemos no mundo opulento e sereno em que viveu Buda, há vinte
e cinco séculos. Nem no país civilizado onde viveu Jung.
Nós somos fundamentalmente um povo tribalista...
(uma tribo é uma coalisão de pessoas que
vivem e trabalham juntas, como iguais para obter seu sustento.
Diferente dos bárbaros que
são pessoas tribais que vivem num estágio mais primitivos
que o nosso) não nos esqueçamos.
Agora entenda os caras-pálida:
"Somos inclinados a pensar nos caçadores e coletores
como pessoas pobres porque elas não tem nada. Por essa razão
mesma, talvez fosse melhor pensar neles como pessoas livres"
Marshal Sahlins
E a nossa revolução? veja a dica Zen que nos dá um
cara legal chamado Daniel Quinn: "A religião (o ópio
do povo) é um barbitúrico que diminui a dor e faz você dormir
(e do ponto de vista da classe dominante, é esse ópio que
mantém as massas quietas e submissas, com a herança prometida
aos mansos, continuando plantada nos futuro". Um futuro que nunca
chega. E sobre a revolução Daniel Quinn esclarece:"Como
todos sabem (principalmente os revolucionários) a Hierarquia (as
elites) mantém defesas colossais contra o ataque das classes baixas.
Mas não tem nenhuma defesa contra o abandono (e contra o desprezo)." Nós,
todos, só temos deixar de lhes dar apoio.
Quando o avião está com problemas você não
mata o piloto, você pega um pára-quedas e pula. NÃO
FAZ SENTIDO QUERER DERRUBAR O IMPÉRIO, NÓS SÓ QUEREMOS
DEIXÁ-LO PARA TRAZ. Não existe uma maneira boa de viver
para todos. Nós não precisamos mudar o mundo, mas é importante
mudar nossa mentalidade".
Esse Daniel... é dos meus... É um dos nossos. Na próxima
edição tem mais.(GdeH)
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Zezé Aun-Pintora |

Contatos pelo fone (31) 9611 1348 |
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Texto de Gérson de Holiveira |
Ídolos de lama
Lama sabashtani, ó antas de Giorgio Armani ?
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Duda Mendonça,
do Sétimo Céu,
ao céu
da boca da onça.

O mundo esquenta,
o mundo degela.
e a mulher brasileira
mais bela.

Glória Kalil na real:
as botocadas,
as siliconadas,
e os bombados.
Que baixo-astral.

o guru quer
me fazer de limão.
ou de massa
de macarrão.
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A alienação
consumista tornou-se
enfim, um dever
inalienável.

A premonição?
o dinossáuro, fardado,
entrando no camburão.

FHC em paz...
pode até viver
de direitos autorais.

Na oposição
é
fácil ser esquerda.
na situação,
uma delícia ser direita.
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Manifesto dos mineiros
em prol da saúde ameaçada
Livros de Marco Aurélio Cozzi
Anais do evento "Saúde em debate", na Faculdade
de medicina da UFMG em 05/12/02. 'A venda nas principais bancas de revistas,
lojas naturais e farmácias homeopáticas de
Belo Horizonte.
Outros lançamentos
"Ação sobre o Mundo Acadêmico Mineiro"-09/2002i170pgs. "SOS
terapias ecológicas"-2001-260pgs.
Check-mate Scientific?
Alerta à população local e global
1- Eugenia-novos paradígmas. O monopólio da saúde e a
existência humana planetária.
2- Realidade contemporânea e terceiro milênio, a Escatológica.
3-A ciência metafísica e o cientifismo corporativista. A alopatização
das medicinas energéticas. Os paradoxos cientificos. A metaciência.(no
prelo)
DAO IN (Prática corporal)
Dao In, em chinês, significa caminho interno. É um
trabalho corporal (semelhante ao Tai Chi Chuan) e pode ser praticado,
permanentemente, por pessoas de todas as idades. O Objetivo é desenvolver
a harmonia e o equilíbrio energético corpo/mente,
no praticante. O curso inclui alongamento, técnicas de
relaxamento e meditação. As Aulas são sempre às
terças e quintas feiras, em dois turnos:às 7:30
e às 18h. Outas informações com Trindade-
Fone (31) 3212 8280
Transgênicos: coloque o dedo nessa história!

foto: GreenPeace
Faça com que os políticos eleitos
com nosso voto respeitem a opinião de 80% dos brasileiros
que não querem a liberação dos transgênicos
(pesquisa ISER 2004).
O Senado deve votar nos próximos dias o Projeto de Lei de Biossegurança,
que estabelece critérios para uso e cultivo de transgênicos no
Brasil. A contaminação genética causada pelos transgênicos
representa um risco imprevisível e irreversível. E os patrimônios
agrícola e ambiental brasileiros poderão ficar nas mãos
das grandes corporações que detêm a tecnologia transgênica.
JUNTE-SE A NÓS! PROTESTE AGORA!
Acesse já: www.greenpeace.org.br/brasilmelhor
Envie sua mensagem de protesto para que o Governo Federal respeite a população
brasileira e o meio ambiente e não libere os transgênicos.
Você pode fazer algo.
Juntos podemos fazer muito!
Filie-se ao Greenpeace!
www.greenpeace.org.br |
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DECLARAÇÃO
DE VOTO
@ Márcio Metzker
Durante muitos anos, vivi o dilema de votar em pessoas ou em programas
partidários. Por natureza e rebeldia, sempre fui simpático
aos partidos de esquerda, não só pelo prazer de enfrentar
o risco que essas escolhas nos colocavam no passado, mas também
por entender que a direita já estava suficientemente organizada
para defender seus interesses, sem precisar da minha ajuda.
Estive prestes a ingressar no PT, na época da fundação,
e em outra época periguei entrar para o PCdoB, ao qual presto
serviços esporadicamente, quando solicitado. Hoje dou graças
a Tupã por ter me livrado de ser militante partidário,
um handicap incapacitante para o exercício isento e imparcial
do jornalismo. Acho que nós, jornalistas, podemos abraçar
causas, principalmente as dos oprimidos, dos injustiçados,
dos excluídos e do bem comum. Nunca ingressar em grupos,
conselhos corporativistas, máfias,
partidos ou maçonarias, para não perder a liberdade
de crítica.
Depois que o PT demonstrou - com os casos Valdomiro
Diniz e com a gastança do Delúbio Soares - que é um
partido como qualquer outro, e que muitas vezes considera-se um
fim em
si mesmo, e não uma ferramenta para alcançar um ideal,
considero resolvido o dilema de votar em pessoas ou em partidos.
Pessoas podem merecer nossa confiança. Partidos jamais.
Por isso decidi que doravante só vou votar na pessoa de
melhor caráter, esteja em que partido estiver.
Muitos anos de cobertura política arrefeceram meu maniqueísmo
e minha crença de que a dignidade e o caráter seriam
prerrogativas da esquerda. Tenho visto, na Assembléia, exemplos
duradouros dessas qualidades em deputados do PFL, e também
exemplos contrários nos partidos de esquerda. Espírito
público e conduta pessoal irrepreensível são
virtudes que podem encontrar acolhida em qualquer partido.
Nesta eleição, escolhi votar em João Leite,
sem me prender muito ao receio dos nomes que poderiam ascender
com ele à Prefeitura. Acho que um chefe idôneo pode
controlar o mais patife dos seus auxiliares. Convivi muito tempo
com João Leite na Assembléia, e tenho visto nele
exemplos desinteressados de compaixão e de espírito
humanitário que admiro particularmente por serem qualidades
minguadas em mim.
Quando combate pelos direitos humanos dos presos, João
Leite não está defendendo bandido. Está condenando,
como qualquer cidadão decente, que o funcionário
público policial ou agente carcerário exorbite de
suas funções e recorra à tortura, ao espancamento
e às execuções sumárias, pretendendo
que a sociedade considere normal esses desvios. Sou testemunha
do trabalho que João Leite e sua mulher, Eliana, fazem nos
finais de semana, com visitas de apoio moral e religioso a doentes
mentais, pacientes incuráveis internados
em clínicas e hospitais. Fazem isso desde muito antes de
João ser deputado, ou de ser candidato a prefeito.
Fernando Pimentel eu não conheço, mas me lembro,
quando Célio de Castro resolveu filiar-se ao PT, que a piadinha
dos militantes era de que
precisavam filiar também o Pimentel. Não aprovo sua
maneira de administrar minha cidade, gastando R$ 170 milhões
por ano em mal-explicadas "consultorias" e destinando
apenas 0,2% do dinheiro público para as obras do chamado "orçamento
participativo".
Desaprovo também que a administração permita
um radar à espreita em cada esquina deserta e fiscais da
BHTrans que já desçam das kombis escrevendo multas,
sem sequer dar ouvidos aos motoristas. Acho que essa postura tributeira
extorsiva contra o cidadão é a herança maldita
que o PT irá deixar.
Mas tenho boas explicações para a vitória
acachapante de Fernando Pimentel. Uma delas é que todos
os militantes que ganharam cargo sem concurso na Prefeitura foram
para as ruas agitar bandeiras, em defesa do seu empreguinho. Tenho
vários amigos que trabalham nessas condições,
mas não considero isso razão suficiente para que
eu vote num prefeito. A outra explicação é a
síndrome de Estocolmo.
Tenho um amigo que ocupava um cargo remunerado num desses múltiplos
conselhos municipais. Sem explicações, esse cargo
lhe foi tirado e passado para um militante do PT. Meu amigo ficou
em dificuldades para pagar seus compromissos. Outra amiga tinha
um emprego de R$ 2.700,00 na Prefeitura. Alegando equilíbrio
nas contas, Pimentel a demitiu e ofereceu recontratação
por R$ 1.600,00, e ela teve que aceitar, para não ficar
desempregada. Um colega tomou uma multa de R$ 500,00 de radar na
Avenida Antônio Carlos, quando corria de madrugada para levar
sua filhinha em crise de asma para o hospital. Recorreu, explicou,
apresentou provas, mas não adiantou. Teve que
pagar a multa exorbitante.
Para minha surpresa, essas três pessoas, que teriam toda
a razão para odiar a administração municipal,
declararam que iriam votar no Pimentel. Ou seja, a eleição
do prefeito teve muito a ver com esse estranho componente masoquista.
Em psicanálise, chama-se síndrome de Estocolmo: o
seqüestrado se apaixona por seu algoz.
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No Dia 02 de novembro entra em vigor o horário
de verão.
O horário de verão não está sendo usado para diminuir
o consumo de eletricidade e evitar um possível blackout em horários
de pico.
Ele está sendo um instrumento político para que o comércio
venda mais. Porque as pessoas saem do serviço com o dia claro e encontrando
as portas do comércio abertas acabam por consumir mais. E o governo
arrecadando mais impostos
Uma prova disso é que o na época
do racionamento o consumo ficou 30% abaixo do normal, resultado
da economia que as pessoas fizeram e que depois essa mesma população
foi "premiada" por esse ato de cidadania em economizar
- com um aumento na conta da ordem de 28 %, para as companhias
não verem os seus lucros diminuírem. E mesmo assim
o horário de verão foi confirmado para aquele ano.
No ano passado,
no Rio de Janeiro, foi pedido para que o horário de verão
se estendesse até depois do carnaval, numa atitude política
e não técnica como meio de aumentar o turismo.
E porque também a imprensa não informa
sobre o verdadeiro motivo do horário de verão, e
se limita apenas a inmformar que o horário começa
no dia x e termina no dia y?
Não é possível que nenhum jornalista ainda não
tenha enxergado a verdade. Ou é porque a imprensa está conivente
com essa mentira e impede que seus jornalistas falem a verdade?
O horário de verão desregula o relógio
biológico do corpo, trazendo uma série de problemas
para a saúde.
Se você não concorda com essa mudança
de horário, repasse esse email para pessoas que você conhece,
para os políticos e autoridades e jornalistas.
Não deixe
que façam de você um instrumento para alguns poucos
lucrarem mais.

Os comerciais de TV da Justiça Eleitoral,
afirmando que as urnas eletrônicas usadas nas eleições
do país são "100%" brasileiras é um
dos maiores absurdos que já vi. O governo federal deveria
ser processado com base no código de defesa do consumidor.
Mentira deslavada, elas tem o software básico "extremamente
confiável" Windows (até onde sei, a Microsoft é americana)
e o aplicativo das 75 mil urnas compradas este ano feito pela Procomp,
empresa que pertence a americana Diebold, esta fundada em 1859
em Cincinnati, Ohio. Talvez haja uma cidade brasileira chamada
Cincinnati e um Estado de Ohio, que eu desconheça.
A Diebold (na verdade, sua subsidiária
Diebold Election Systems, Inc) é a mesma empresa que hoje,
dia 11 de outubro, publicou um press release garantindo que não
terá perdas financeiras, devido ao decreto do governador
da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, que proibiu o uso
de urnas eletrônicas que não tenham voto impresso,
para evitar fraudes. As próximas eleições
americanas, em 2006, terão que ter uma impressora de votos
que serão vistos pelo eleitor e usados em uma possível
recontagem.
Pior. De acordo com um estudo feito pelas Universidades americanas Johns Hopkins
e Rice, em 2003, qualquer hacker esperto poderia quebrar os códigos
do sistema da Diebold e provocar votos múltiplos. Os pesquisadores descobriram
que é teoricamente possível inserir "back doors" dentro
do software de forma que os hackers (ou pessoal interno) pudessem mudar as
escolhas futuras de eleitores, provocando resultados que desejarem. Há mais
informações neste comunicado a imprensa (http://www.jhu.edu/news_info/news/home03/jul03/rubin.html)
distribuido pela Johns Hopkins University sobre as máquinas feitas pela
Diebold.
Não é apenas isso. A Advocacia Geral
da Califórnia, por meio do advogado Bill Lockyer, informou,
dia 7 do mês passado, que o governo da California vai processar
a fabricante de urnas eletrônicas Diebold Inc. por ter "fraudado
o Estado da Califórnia, ao fazer falsas afirmativas sobre
seus produtos"
Os investigadores do governo da Califórnia,
pediram uma investigação criminal contra a Diebold.
O Vice Presidente da empresa, Thomas Swidarski, disse que tudo
isso é bom, porque provará que a Diebold é confiável.
Esta é a mesma empresa responsável
pelas 75 mil urnas brasileiras. Aquelas 100% brasileiras. Digo,
100% montadas no Brasil.
A Procomp vai dizer que as máquinas no
Brasil são diferentes. E são. Quer dizer que são
melhores do que as americanas? Mais confiáveis? Você responde,
leitor. Elas são montadas no Brasil, segundo especificações
do TSE, claro. Muitos materiais são comprados no Brasil.
Mas o software é feito sobre o Windows. E o aplicativo?
O programa que roda nas máquinas? o cérebro? ele é feito
por uma empresa pertencente a outra, americana. Pouco importa que
esteja dentro do Brasil, já que os reais proprietários
estão fora. A placa mãe usa um chip da National/AMD
de 200 MHz, memória RAM de 64 Mbytes e duas memórias
flash com capacidade de 32 Mbytes. De onde? Do rio Araguáia?
Mas o mais inaceitável é que os
votos não podem ser conferidos. Enquanto isso, a propaganda
das urnas continua firme e forte, garantindo que são o supra
sumo da democracia.
Repita uma mentira milhares de vezes e... você já sabe
como isso termina.
Aldo Novak
Editor - Este texto está em www.relatorioalfa.com.br
Os Falcões de Bush II
- Continuação

A ordem mundial instaurada em 1945 sucumbiu depois
de meio século de Guerra Fria, queda do muro de Berlim (1989),
derrocada da União Soviética (1991), Guerra do Golfo
Pérsico (1991/1992), e, já no século XXI,
o ataque às torres gêmeas de Nova York e Pentágono
(11/setembro/2001) e o ataque de Bush ao Iraque à revelia
das Nações Unidas. O ministro da Defesa fez então
aos militares as seguintes indagações: "que
tipo de relação devemos buscar com a potência
principal? Que linhas seguir para fortalecer a nossa indústria
de produção de bens e equipamentos militares? Que
tipo de liberdade se pode dar às organizações
não-governamentais (0NGs), nacionais e estrangeiras? Como
valorizar os instrumentos como a Escola Superior de Guerra (ESG)
para que possamos ouvir a opinião pública e tomar
as medidas de interesse nacional?"
Em 1983, durante seminário promovido pelo
governo dos Estados Unidos (gestão Ronald Reagan), no Consulado
Geral de São Paulo, participei de um debate com o embaixador
dos EUA na URSS, Jack Matlock Jr., quando ele disse claramente:
Para os EUA existem dois tipos de guerra. A guerra boa e a guerra
ruim . A boa é aquela que a América faz para defender
o mundo livre. A ruim é a que o comunismo internacional
faz para expandir seu poderio . Leia-se terrorismo internacional
e teremos o quadro desenhado para garantir o supremacismo que os
falcões de Bush filho aplicam no Iraque para dominar o petróleo
do Oriente Médio.
Nunca é demais repetir o que o diplomata
Roy Nash (que serviu na embaixada norte-americana no Rio de Janeiro,
no final dos anos 40) disse em seu livro A Conquista do Brasil
(Edições Brasiliana): Quando faltar madeira e água
nos Estados Unidos, não duvidem: a Casa Branca vai mandar
buscar na Amazônia .
Não foi só por dizer que Sigmund
Freud fez um retrato do ianquismo: "A América é um
erro. Um erro gigantesco". Se por petróleo se arma
uma guerra ilegal, desumana e destrutiva, avaliem o que o império
será capaz de fazer para se apropriar de água potável
em qualquer ponto da Terra. Ou um copo do precioso líquido
para quem tem sede vale menos do que um barril (159 litros) de
petróleo?
Quem vetou a redução da taxa de
poluição das águas e atmosfera e destruição
das florestas, na Cúpula da Terra (Eco 92, Rio) e na Conferência
de Kyoto (Japão), não terá nenhum drama de
consciência em enviar uma força-tarefa de 300 mil
homens, 5 mil tanques de guerra e 2 mil aviões para ocupar
sítios aqüíferos. Onde eles estiverem. Justamente
como o bom ianque Roy Nash disse em seu livro há mais de
meio século.
(Dídimo Paiva - Jornalista) |
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Agradecimentos a Márcio Metzker, Sandra Guimarães
(Prodemge), Cláudia Regina (Oi Savassi).
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