Número 10 - Belo Horizonte 12/Novembro/2004
 


 
 
Brigitte Bacha - A melhor tradução da alegria, da beleza e das festas do Líbano.
 
Gérson de Holiveira

Ampulheta
Quer ganhar tempo?
Pare de correr.
Mas seja rápido.

Ecologia
Salvem as baleias
que eu salvo as sereias.

Coisa Nossa
O brasileiro...
entre a pressa e a preguiça.

Hareluia
perdi a fé...
Agora acredito em tudo.

 

 

Zuzu Zen
Não pensar, a idéia básica do pensamento Zen.

Enigma
Os buracos negros
são as caixas pretas do universo.

Eu pregador
oferecendo a eternidade
para quem não tem
onde cair morto.

Maná
Todos são filhos de Deus.
inclusive os filhos de Zeus.


Eles vivem em harmonia na Terra, com o sistema solar e com o universo, mas se assustam com a presença da raça humana.

"Podes comer os frutos de todas as árvores do Jardim; só não comas dos da ciência do bem e do mal; no dia que a comeres morrerás. " (do livro do Gênesis - bíblia)

Plutarco nos conta que quando Alexandre (imperador persa, 300 anos a/C) avançou com seu exército em direção ao oriente, invadindo a Índia, levou consigo sábios e filósofos gregos. Um encontro opôs esses gregos a sábios indus. Uma das perguntas feita pelos gregos foi: "Qual o animal mais astuto?". Eis a resposta: " Aquele que o homem ainda não conseguiu conhecer."

Não se sabe o que Alexandre apreendeu desse diálogo. Sabe -se que ele continuou com sua febre expansionista e algum tempo depois, seu império foi destruído pelos romanos.
Veja como profetas e místicos milenares, filósofos e pensadores, cientistas, biólogos e geneticistas têm tentado revelar a identidade desse ser misterioso, tão astuto que não consegue reconhecer sua própria natureza:

O Tao se esconde atrás de tudo o que realiza. Cada ser leva, na sua base mais íntima, a presença do Tao... O Tao é eterno e não tem nome, por pequeno que seja - (Lao- Tzé. Filósofo chinês, 600 anos a/C).

Se este é o dia de minha colheita, em que campos plantei a semente, e em que estações esquecidas? ( Khalil Gibran)

O princípio invisível não precisa de você para manter a vida. Mas se você quiser pode tomar consciência dele - ( Deepac Chopra- escritor metafísico)

O diabo está tentando encontrar o divino. Ele não é o inimigo, ele é a semente. Deus é a árvore totalmente florida - (Baghwan "Osho"Rajneesh).

O DNA do ser humano é uma molécula química, formada por 46 cromossomos - blocos de proteínas, onde ficam acondicionados de 32 a 40 mil genes - O gameta (óvulo ou espermatozóide) é uma bactéria , com código genético duplo: da bactéria em si e do metazoário que lhe dá forma, corpo - ( Projeto Genoma ).

O homem tem apenas o dobro dos genes de um verme. (Francis Collins, um dos líderes do Projeto Genoma).

O homem é um animal de origem divina-(Sathya Sai Baba- Guru indiano).

Astrônomos contemporâneos já admitem a possibilidade de meteoritos vindos de vários sistemas galácticos terem provocado semeaduras cósmicas, inclusive provocando saltos evolutivos na raça humana.

Na próxima semana:
os instintos humanos entre o bem e o mal - (GH)

@ Márcio Metzker

O PT foi o grande vencedor destas eleições em Minas, aumentando de 34 para 87 o seu número de prefeituras, e conquistando as duas maiores cidades do Estado: Belo Horizonte e Contagem. Apesar de ganhar menos prefeituras que o PSDB (159), o PMDB (142) e o PFL (122), o PT passa a ocupar o primeiro lugar entre os partidos, pela soma das populações que vivem nas cidades que vai governar.

No entanto, é preciso assinalar que o partido foi derrotado nas três maiores cidades que administra atualmente, ressalvando-se a capital: Governador Valadares, Ipatinga e Poços de Caldas. Por 631 votos, João Fassarella perdeu Governador Valadares para Bonifácio Mourão, do PSDB, apesar da excelente administração que vinha fazendo, voltada para a solução dos problemas da periferia e do meio ambiente. Por 641 votos, Sebastião Navarro (PFL) tirou de Paulo Tadeu a prefeitura de Poços de Caldas.

O pior desempenho, no entanto, aconteceu em Ipatinga, onde o candidato do PT, João Magno, naufragou diante da candidatura do folclórico Sebastião Quintão, do PMDB, por uma diferença de quase 10 mil votos. O PT tinha nessa cidade uma seqüência de administrações bem-sucedidas, sob a liderança do prefeito Chico Ferramenta, o primeiro metalúrgico a dirigir a cidade onde fica a Usiminas. No entanto, sua imagem estava desgastada na cidade, e Chico protagonizou um escândalo conjugal no dia da posse de sua mulher, Cecília, na Assembléia Legislativa, ao desaparecer por duas noites em companhia de prostitutas.

As turbulências da vida pessoal podem ser fatais para as carreiras políticas, mesmo que não interfiram na honestidade com que os políticos realizam suas tarefas. O eleitor é mais rigoroso com os petistas. Assim como João Magno colheu os frutos amargos da condenação à atitude de Ferramenta, Raul Pont está sofrendo com as restrições eleitorais a Olívio Dutra no Rio Grande do Sul, e de roldão o PT perdeu as duas maiores cidades do interior gaúcho: Pelotas e Caxias do Sul.

Marta Suplicy, derrotada em São Paulo por José Serra, cavou sua própria condenação ao se separar do estimadíssimo senador Eduardo Suplicy e casar-se como uma adolescente apaixonada com o galã argentino Luis Favre. A derrota de Marta mostrou que o perfil mais valorizado nos políticos hoje em dia é o discreto, que só aparece quando tem motivos administrativos para fazê-lo, e não freqüenta colunas sociais e revistas de fofoca. É o perfil do governador Geraldo Alckmin. Não é o de Aécio Neves.

Os resultados das eleições, principalmente no segundo turno, contêm revelações codificadas que os petistas precisam aprender a decifrar para não perderem a sintonia com as esperanças populares. Ao eleger o PT em capitais onde imperava o banditismo político nas legendas oportunistas, como Porto Velho, Palmas e Vitória, os cidadãos sinalizaram sua confiança em um partido no qual identificam compromisso com a maioria da população e honestidade no trato com o bem público.

Por outro lado, ao defenestrar o PT das prefeituras de São Paulo, Porto Alegre e Ipatinga, o eleitor está julgando objetivamente as administrações, condenando não propriamente a honestidade dos governantes, mas a politização da máquina, o empreguismo aos militantes, a retórica vazia, as rixas e rachas internas, a ganância tributária e um certo amadorismo ao enfrentar emergências. O PSDB passou em São Paulo a imagem de partido enxuto, profissional e inovador em suas propostas.

Na experiência democrática que ainda é recente no Brasil, os grandes partidos vêm como ondas que se desmancham na praia. Primeiro veio o PMDB, com a autoridade da redemocratização comandada por Ulysses Guimarães. Depois vieram o PFL, como uma organização dos setores produtivos, e o PSDB, como uma dissidência orgânica do PMDB depois que o partido virou um balaio fisiológico de gatos. Agora é a vez da onda petista.

As ondas políticas se espalham em círculos concêntricos a partir dos centros mais civilizados. O PFL já governou muitas capitais simultaneamente. Hoje é um partido interiorano. Acaba de perder a eleição em Salvador, feudo eleitoral do senador Antônio Carlos Magalhães, embora tenha feito oito em cada dez prefeitos baianos. Na próxima eleição, o efeito da derrota na capital deve se expandir para os municípios mais prósperos, e o PFL vai ficar só com os lugarejos miseráveis.

Esse desgaste já começa a acontecer com o PT, que aumentou seu número de capitais de oito para nove, mas perdeu São Paulo e Porto Alegre. Em Minas, ganhou em Belo Horizonte e numa chusma de cidadezinhas, mas perdeu três centros importantes. Para não se afogar na onda que vitimou as outras siglas majoritárias, o PT precisa se agarrar a uma bóia: retornar o controle do partido aos idealistas que o criaram, banir seus corruptos e tirar o poder dos burocratas intermediários que acreditam que o partido é um fim em si mesmo, e não um instrumento para a construção de uma justiça social duradoura.


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