Número 15 - Belo Horizonte 24/Janeiro/2005

 

Visões do Futuro


Algo está implícito no presente mas que se move para o futuro. Há uma antecipação na ordem implícita do presente. Vejamos o futuro como um holograma. Substancial o bastante para o percerbermos, mas maleável para ser sucetível a mudanças.

Que futuro podemos construir para nós?

Um futuro triste e estéril, no qual a maioria das pessoas vivam em estações espaciais, usando roupas prateadas e comendo alimentos sintéticos?

Oba Oba Tecnologia.Um futuro friamente mecânico, no qual as pessoas viverão em cidades subterrâneas ou fechadas em cúpulas e bolhas?

Sobreviventes pós- desastre, vivendo num mundo devastado por um conflito global, possivelmente nuclear, em casas que vão de ruínas urbanas até cavernas, e em fazendas isoladas, usando roupas de pele de animais, costuradas a mão, e comendo animais caçados?

Ou uma vida feliz e natural, em lugares tranquilos em harmonia uns com os outros e com a natureza, dedicados ao aprendizado e ao desenvolvimento espiritual?

Muitas mudanças urgentes, precisam ser feitas no âmbito da ética, na área da justiça, da distribuição de renda, da educação e da saúde em todo o mundo. Mudanças que certamente já não poderão ser feitas pacificamente. Mas cada um de nós pode, desde já, se engajar como voluntário em uma comissão planetária visualizando um futuro de cura e harmonia para o ser humano.( Adaptação de GH)

 

 

Ana Beatriz Barros

 

"Fiz isso para incentivar outras pessoas da moda, a se dedicarem a causas sociais."


(Ana Beatriz Barros, que doou
seus cachês, da Rosa de Chá e da campanha da marca, para a Casa Hope, que presta assistência a crianças carentes).

 
 

Os vícios capitais e os novos vícios

Não são nunca as virtudes mas sempre os vícios, que nos dizem a cada tanto o que é o ser humano. E então os olhamos de perto, esses vícios, começa Umberto Galimberti, desfilando os vícios capitais: ira, preguiça, inveja, soberba, avareza, gula, luxúria. Identificamos por Aristóteles como hábitos do mal, como oposição da vontade humana à vontade divina na Idade Média, como expressão da tipologia humana no Iluminismo, aparecem por fim como manifestação psicopatológica no séc. XX. E, assim, extrapolam o mundo moral para ingressar no mundo patológico. Não mais vícios, mas doenças do espírito.
À luz dessa seqüência histórica, Galimberti ambienta os vícios no panorama contemporâneo, conflitualmente compreendidos entre a funcionalidade (também do mal) própria da idade da técnica e a urgência da ética. Segue um amplo reconhecimento daquelas tendências ou modalidades comportamentais para as quais soa eficaz (e imprópria) a definição de novos vícios: a sociopatia, o despudor, o consumismo, o conformismo, a sexomania, a denegação, o culto do vazio. A volúpia do shopping, a dependência da mercadoria, a mecanicidade do sexo relacionam-se com a dissolução da personalidade. São de fato a negação do modelo vicioso. Enquadrá-los como vícios nos permite falar deles, ter ao menos consciência deles e não assumirmos como valores da modernidade aqueles que, ao contrário, são apenas seus desastrosos inconvenientes.
Afável e penetrante, Umberto Galimberti exibe aqui aquela sabedoria e aquela familiaridade com o mundo que o tornaram um ponto de referência para um amplíssimo público de leitores na Itália.

 

 

O Profeta

O Profeta, obra de Khalil Gibran, escritor libanês de Bicharré, parece ser a obra máxima e mais que isso, sua missão de vida. O profeta foi editado em 1923, e tem um sabor eterno. Sua poesia mística, porém isenta de influência de igrejas, merece ser apreciada pela atual e por muitas outras gerações (GH)

"Gibran faz uma junção de dois elementos que raramente se aliam: espiritualidade e realismo. Imagina ele um Profeta exilado numa ilha longínqua No dia em que o navio chega, o povo da ilha cerca o profeta e pede-lhe que lhe deixe, antes de partir , algo de sua sabedoria e de sua compreenção.
E o profeta pergunta:" E que quereis que eu lhes fale?" E cada um sugere um assunto.(Mansour Challita)"

A Chegada do Navio

Al Mustafá, o eleito e o Bem amado, que era uma aurora em seu próprio dia, esperava havia 12 anos, na cidade de Orphalese , o regresso de seu navio que o levaria de volta à ilha onde nascera.
E no ano décimo segundo, ao sétimo dia de Ailul, o mes da colheita, galgou o monte fora da cidade e olhou para o mar; e deparou com seu navio chegando com a névoa.
então, as portas de seu coração abriram-se, e sua alegria voou longe sobre o mar. E, fechando os olhos, orou no silêncio de sua alma. Mas ao descer o monte, foi invadido pela tristeza e pensou no seu coração:
" Como poderei ir-me em paz e sem pena? Não, não será sem um ferimento na alma que deixarei esta cidade".
Longos foram os dias de amargura que passei dentro de suas muralhas , e longas as noites de solidão; e quem pode despedir-se, sem tristeza , de sua amargura e de sua solidão?
Muitos foram os pedaços de minha alma que espalhei nestas ruas , e muitos são os filhos de minha ansiedade que caminham, desnudos, entre estas colinas , e não posso abandoná-los sem me sentir oprimido nem entristecido.


Não é uma simples vestimenta que dispo hoje, mas a própria peleque arranco com as minhas mãos.


Nem é um mero pensamento que deixo atrás de mim, mas um coração enternecido entre a fome e a sede.

Contudo não devo demorar-me por mais tempo. O mar que chama a si todas as coisas está me chamando e devo embarcar.


Pois permanecer aqui, enquanto as horas queimam-se na noite, seria congelar-me e cristalizar-me num molde. De bom grado levaria comigo tudo que está aqui. Mas como poderei faze-lo?


A voz não leva consigo a língua e os lábios que lhe deram asas. É isolada e deve procurar o éter.É também só e sem ninho que a águia voará rumo ao sol. (continua na próxima edição)

 

Acupuntura e terapias naturais
Marco Aurélio cozzi


Livros

  • "Manifesto dos Mineiros em prol da da Saúde Ameaçada".Nas principais bancas e farmácias homeopáticas.
  • Outros lançamentos:"Ação Sobre o Mundo Acadêmico", 170pgs.;
  • "SOS terapias Ecológicas"260 pgs.;
  • Tratado Macozzi de Supraciências": As ciências modernas na berlinda, diante das seculares metaciências alquimico vitalistas,alopatizadas.
Contatos com Marco Aurélio Cozzi:
Fone (31) 32618357 e 3581 1487.

 



Yoga e Reiki

O estúdio Surya Chandra (na Cidade Nova em BH) está colocando seu espaço à disposição, para yoga e meditação com Elizabeth. fone (31) 3482 9781 e tratamento holistico (relaxamento, energização e fortalecimento do sistema imunológico) com a terapêuta reichiana, Mariângela-fone (31) 3481 8844

DAO IN


(Prática corporal)




Dao In, em chinês, significa caminho interno. É um trabalho corporal (semelhante ao Tai Chi Chuan) e pode ser praticado, permanentemente, por pessoas de todas as idades. O Objetivo é desenvolver a harmonia e o equilíbrio energético corpo/mente, no praticante. O curso inclui alongamento, técnicas de relaxamento e meditação. As Aulas são sempre às terças e quintas feiras, em dois turnos:às 7:30 e às 18h. Outas informações com Trindade- Fone (31) 3212 8280

 

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