Número 23 - Belo Horizonte 20/outubro/2006

 

Gérson de Holiveira
   
Tudo aquilo que
você acha antigo
está de novo,
nas novelas,
nas passarelas.
Na boca do povo.

Punguistas da estrela x larápios do tucanato
@ Márcio Metzker

Agora que a disputa pelo segundo turno se radicalizou entre o molusco cefalópode e a cucurbitácea insípida, é bom resgatar do fundo das gavetas aquelas páginas de Política que deviam estar nas de Polícia e comparar o desempenho das quadrilhas instaladas no Governo Lula com as instaladas no Governo FHC, estas assanhadas com a possibilidade de voltar ao poder com Alckmin. O eleitor brasileiro, trabalhador e honrado, sente paralisia no dedo quando está diante do dilema de digitar na urna eletrônica o número de um governante suspeito de roubo. Por isso é bom colocar os valores para efeito de comparação.

Quando Lula tomou posse, o PT tinha 17% do Congresso. Para que seus projetos pudessem ser aprovados, era preciso compor uma base com aliados que não fossem tão sanguinariamente tucanos ou liberais. De repente, tudo começou a funcionar às mil maravilhas, mas ficamos com a pulga atrás da orelha com a saída de honestos históricos, como Frei Betto, César Benjamin e Ricardo Kotscho do Governo. Suspeitaram que Zé Dirceu tinha adotado uma idéia dos tucanos mineiros e criado o "mensalão", gorjeta de 30 mil dinheiros mensais para os deputados fisiológicos apoiarem o governo. Nada que se compare à propina do "avistão" que FHC teria pago para os deputados aprovarem a emenda da reeleição, seu projeto pessoal de ser presidente por mais quatro anos. Nem mensalão, nem avistão jamais foram provados.

Zé Dirceu caiu com grande estardalhaço, e foi cassado por falta de decoro parlamentar sem que tivesse sido parlamentar um dia sequer, e sem que ninguém pudesse acusá-lo de ter roubado para si ou para o presidente. Eduardo Jorge Caldas Pereira, o secretário geral da Presidência da República, por sua vez, saiu discretamente do Governo FHC enquanto a imprensa paulista olhava pro outro lado e assobiava para despistar. Para acompanhar o processo de enriquecimento ilícito dele e de sua esposa, é preciso acessar o site do Ministério Público Federal.

Cueca fedorenta

Depois aconteceu o vexame do Adalberto Vieira, amarra-cachorro do José Genoíno, pego no aeroporto com US$ 100 mil na cueca. Essa cueca fedeu terrivelmente na imprensa burguesa. Quando Ricardo Sérgio de Oliveira, dos fundos de pensão, cobrou R$ 15 milhões de propina do consórcio que comprou a Vale do Rio Doce, a Veja não calculou quantas cuecas seriam necessárias para transportá-los. Calculamos agora que seriam necessárias sessenta cuecas e duas calcinhas, pela cotação do dólar de hoje.

Ninguém investigou direito o apagão, uma negligência deliberada do Governo tucano para criar o caos no setor energético e facilitar as privatizações das hidrelétricas e entregar o domínio das águas dos reservatórios a particulares. Ninguém noticiou com manchetes o fato de Fernando Henrique Cardoso brindar com champagne em seu gabinete o leilão das empresas de telecomunicações. Ninguém quer saber quanto dinheiro o BNDES torrou na farra da privataria para entregar o patrimônio público brasileiro.

Todo mundo se lembra das partituras entoadas pelo tenor Roberto Jefferson na ópera bufa do mensalão, "Os Miseráveis", mas ninguém mais se lembra mais do esquema de assalto à Sudam, operado por Jáder Barbalho, que desviou R$ 360 milhões e pretendia chegar a R$ 1,5 bilhão se a Polícia Federal não tivesse acordado a tempo. Nem a fábrica da Zorba conseguiria atender a uma encomenda de 6 mil cuecas para carregar essa dinheirama toda. O eleitor se esquecer a tal ponto dessa hemorragia no Erário que o reelegeu no Pará com votação recorde.

Chico Lopes vendia informação privilegiada do Banco Central aos sedentos especuladores financeiros. O escroque banqueiro Salvatore Cacciola, num ato digno de um mafioso, grampeou o esquema e forçou o Banco Central a socorrê-lo em seus desatinos mal-calculados. O escândalo foi abafado na imprensa.

Quadrilhas desde Dom João VI

Outro dia um Arnaldo Jabor que eu admirava pelas construções intelectuais perdeu um leitor e meu respeito por causa da ingenuidade política com que escreveu que, no Governo Lula, uma quadrilha havia se instalado no Poder. Ô Jabor, a quadrilha está lá desde que Dom João VI fugiu de Napoleão para o Brasil e trouxe 3 mil puxa-sacos da Côrte, para os quais deu sesmarias, títulos de nobreza e cartórios. Só mudam os personagens e a competência. Os do governo Lula se diferenciam dos anteriores pela incompetência, pela estupidez com que se deixam apanhar, e por se contentarem com ninharias, e também por se esquecerem do calaboca da imprensa. No caso Francenildo x Palocci, quando a denúncia foi feita, os petistas cometeram a estupidez de mandar bisbilhotar na conta do caseiro se havia algum depósito que parecesse propina. Ao constatarem que havia, deviam ter pedido a algum juiz a quebra de sigilo bancário do Francenildo, mas resolveram imprimir o extrato, sujando a imagem da Caixa Federal e provocando a queda do ministro.

Os petistas caíram na mesma esparrela quando foram abordados pelos sujíssimos irmãos Vedoin dizendo que teriam um dossiê para vender sobre o envolvimento de José Serra na compra fraudulenta de ambulâncias pelo esquema dos sanguessugas. Encheram malas com o equivalente a oito cuecas de dólares e foram para um hotel cair feito patinhos nas garras dos federais.

O eleitorado brasileiro admira mesmo é quem rouba alto e não se deixa apanhar, como os assaltantes do Banco Central de Fortaleza, como o assaltante inglês do trem pagador, Ronald Biggs, e como Adhemar de Barros.

Se colocarmos numa perspectiva histórica internacional, admiram também um membro da Opus Dei no Brasil, seita católica de extrema direita e extrema ganância, herdeira da Inquisição Espanhola que queimou na fogueira vários ricaços da Idade Média para se apossar de seus bens e seu patrimônio. O membro da Opus Dei no Brasil é Geraldo Alckmin.


   

O Salão de Beleza Weber & Cia, que há mais de uma década atende a clientela mais descolada da cidade, com serviço completo de cabelos, maquiagem, massagens, drenagem linfática e produção para noivas, está ampliando seus horários para até a meia noite, nas sextas- feiras e aos sábados.

Dirigido por Weber Lopes, o salão, em breve estenderá este horário por toda a semana.
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Recado para o presidente eleito

Lao-Tsé

Quanto à autoridade política, o ideal que deve reger o governante é o modo de agir do Tao: A força do masculino através da suavidade do feminino, ou a ação da não-ação . O governante ideal é o que representa (torna presente) de tal modo a presença do Tao e de sua ação, que o povo nem percebe a presença do próprio governante, vivendo com a sensação de se auto-governar a partir de sua própria liberdade que nasce do si mesmo e do governo do Tao.

Não é o que o governante pode ou não pode fazer, mas o que deve ou não deve fazer.
Mesmo que ele possua uma grande moradia sua vida cotidiana permanece simples. Como pode alguém ser senhor de um grande estado e ter comportamento leviano?

 


 

A Balada de Dray (1)

Dray é dom, graça e talento.
É um sol que não provoca sombras.
Seja escravo de seus encantos e Dray o(a ) apreciará.
Ele traz tranqüilidade para mim e para você.
Releva nossas contradições e ambigüidades.
Não pune nem critica nossas fraquezas e vaidades.

Os ousados têm a mão de Dray.
Os vulneráveis têm a mão de Dray..
Dray faz com que os espírito se interpenetrem.
Estimula a tolerância e a compaixão entre os seres vivos.
Dray apóia uma grande, paixão, sonho ou cruzada.
Se houver amor...

 

Acupuntura e terapias naturais
Marco Aurélio cozzi


Livros

  • "Manifesto dos Mineiros em prol da da Saúde Ameaçada".Nas principais bancas e farmácias homeopáticas.
  • Outros lançamentos:"Ação Sobre o Mundo Acadêmico", 170pgs.;
  • "SOS terapias Ecológicas"260 pgs.;
  • Tratado Macozzi de Supraciências": As ciências modernas na berlinda, diante das seculares metaciências alquimico vitalistas,alopatizadas.
Contatos com Marco Aurélio Cozzi:
Fone (31) 32618357 e 3581 1487.

 


 

J.Ruy
“ Eu erro, mas tenho consciência de que vim aqui para aprender.
Hoje sei responder melhor com o silêncio, do que com um berro, quando me fazem uma ofensa.
Trabalho por um objetivo maior do que só ganhar dinheiro.
Descobri que a felicidade, como tudo na vida, é uma conquista, e não um lance de sorte.
Família, amigos, tudo é muito importante, mas para tê-los de verdade, tenho que mostrar sempre quem realmente eu sou e nunca o que eles gostariam que eu fosse.
Minhas atitudes francas podem não agradar a muitos, porém, são essenciais para minha paz de espírito, e minha paz de espírito é fundamental para que eu respeite o meu próximo.” (J.Ruy)

Autor dos Livros de maior sucesso entre os Orkuteiros:
É PRECISO SABER VIVER e SUPERANDO OBSTÁCULOS -HÁ UM NOVO CAMINHO

Editora Novo Conceito
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tel: (11)30446336
ou pelo e-mail: fabio@paralersp.com.br

 

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