
Conforme noticiado pelo Novo Jornal,
o governador Aécio Neves na montagem de um esquema
capaz de alavancar sua candidatura à Presidência
da República vem utilizando, sem qualquer fiscalização,
o patrimônio público de Minas Gerais. Isto
porque tem contado com a omissão de parte da Assembléia
Legislativa e da alta direção do Ministério
Público mineiro.
Após utilizar-se das ações da Copasa,
conforme matéria publicada pelo Novo Jornal em
19 de dezembro de 2006, intitulada "Aécio
vende Copasa e investe no Rio", transferindo para
a empresa Capital Group International Inc., pertencente
ao mesmo grupo econômico da Editora Abril e Folha
de S. Paulo R$ 800 milhões em ações
da Copasa agora através da Cemig monta a empresa
RME – Rio Minas Energia Participações
S/A, sem qualquer autorização legislativa
para compra da concessionária de energia carioca
Light, transferindo para os fundos credores da Rede Globo,
GMAM Investment Founds Trust I, Foundations For Research,
WRH Global Securities Pooled Trust, um crédito
em ações de US$ 269 milhões, através
do pagamento feito a maior que a quantidade de ações
adquiridas na Bovespa pela RME – Rio Minas Energia
Participações S/A, na operação
de compra.
Este detalhe só é percebido se verificado
o constante na folha 4 - II do parecer nº 06326/2006/RJ
da Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério
da Fazenda, que analisou e aprovou a transação.
Lá consta que a RME-Rio Minas Energia Participações
S/A adquiriu 75,40% da Light, embora tenha comprado e
pago 79,57%, inclusive é esta a quantidade de
ações constantes nas atas da Cemig que
autorizaram a compra assim como é informado no
próprio site da Light.
Esta diferença aparece apenas como uma operação
(escrituração no pregão da bolsa)
e só foi possível devido a diferença
entre avaliação patrimonial da empresa
(valor real com deságio) e o valor pago.
Trata-se, mais uma vez, da utilização da
desonesta operação do "pagar a maior",
algo vulgarmente utilizado pelas empresas particulares
para esconder ou desviar lucros, onde se compra nota
fria. Na compra da Light pela RME – Rio Minas
Energia Participações S/A a contabilidade
da operação da bolsa maquiou a fraude.
Neste caso específico foram utilizados profissionais
conhecidos no mercado de capitais pelo alto conhecimento
neste tipo de jogada.
Além da Cemig ter constituído em sociedade
com outras empresas particulares a RME – Rio
Minas Energia Participações S/A sua
participação é de apenas 25%.
A irregularidade na constituição da
empresa é tão grande e insanável
que a Junta Comercial e a Receita Federal, que fornece
o CNPJ, não conseguem explicar como isto ocorreu,
prometendo pronunciar-se só depois de uma
profunda e detalhada investigação.
O que era para não deixar rastro acabou comprometendo
toda operação, pois os credores da
Rede Globo já tinham ajuizado um pedido de
falência contra a empresa em Nova York, nos
EUA. Desta forma, o pagamento da dívida teve
que ser feita "por dentro da contabilidade da
Globo", o que acabou deixando rastro.
A certeza de impunidade do governador
Aécio
Neves é tão grande que ele aceitou
a entrega da direção financeira da
Light ao ex-presidente da empresa holding do grupo
de comunicação Globo, Ronnie Vaz Moreira.
Esta e outras operações praticadas
no "Novo Mercado" da Bovespa vem despertando
a atenção da Receita Federal e de organismos
financeiros internacionais que a início identificam
o mesmo como uma grande lavanderia de dinheiro público.
A Justiça americana está pedindo explicações
da origem do dinheiro utilizado pela Globo para pagamento
do pedido de falência. Desta forma, é bem
possível que o escândalo exploda de
fora do Brasil para dentro, impedindo que o mesmo
seja abafado. Evidente que esta é uma remota
possibilidade, pois envolvidos nesta operação
estão a estrutura de poder nacional e internacional.
O prejuízo do patrimônio público
mineiro não para por ai. A Cemig assumiu na
compra da Light uma dívida de US$ 1,5 bilhão.
Para realizar esta operação
a elite da corrupção e da comprovada desonestidade
do mercado de capitais foi escolhida pelo governador
Aécio Neves para integrar a alta direção
da Light. Basta citar os seguintes membros do conselho
de administração da empresa: Ricardo Coutinho
de Sena, diretor da concessionária Ponte S/A,
denunciado pelo Ministério Público e processado
na Justiça Federal de Niterói, estado do
Rio de Janeiro, por simulação de empréstimo
de US$ 9.500,000 milhões em paraíso fiscal
das Bahamas, avalizado pela Construtora Camargo Correia,
para remessa irregular de lucros para o exterior, conforme
apurado pela Comissão de Fiscalização
financeira da Câmara Federal.
Aldo Floris, conhecido no meio financeiro
pela capacidade de fraudar preço de ações como no
golpe que deu um prejuízo ao Bank of América
no valor de R$ 185.000.000 ,00 milhões enviados
irregularmente para fundos off-shore no exterior, conforme
relatório da Receita Federal, por solicitação
da Justiça Federal de Nova York. Este mesmo expert
do mercado financeiro simulou uma carta de crédito
de R$ 1 bilhão, na privatização
da Telemar, conforme apurado no processo da Polícia
Federal, que indiciou os dirigentes da Previ por crime
na privatização do setor de telecomunicação
em 1998, auge do governo tucano.
Gilberto Sayão da Silva, dirigente do conhecido
Banco Pactual, onde em uma de suas menores práticas
irregulares no mercado financeiro foi indiciado pela
CVM, Processo Administrativo nº CVM RJ2005/3304.
Como se não bastasse, tem ainda acento neste conselho
o ex-governador do Rio de Janeiro, ex-presidente do Banco
do Estado da Guanabara e ex-ministro de Sarney, Raphael
de Almeida Magalhães, eterno elo de ligação
entre a família Neves e os Associados, pois seu
pai Dario de Almeida Magalhães dirigiu a sede
carioca dos Diários Associados quando Tancredo
era presidente do Banco do Brasil, além de ter
dirigido também o jornal Estado de Minas.
Como demonstrado, Aécio Neves
montou um verdadeiro "esquema" na Light, especializado
na prática de fraudes no mercado de capitais,
como a cometida para pagar a dívida da Rede Globo
de Televisão.
A montagem da empresa RME – Rio Minas Energia Participações
S/A para a aquisição da Light por Aécio
não aconteceu apenas para pagar esta dívida.
Ela foi estratégica, pois ele estava impedido
de fazer certas jogadas no setor energético através
da Cemig porque ela é uma empresa estatal e, desta
forma, sujeita a uma legislação mais
rigorosa.
Sem dizer que qualquer movimentação maior
na empresa poderia ser, porque não é fiscalizada
pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Ministério
Público e Tribunal de Contas do Estado. Agora
ele poderá fazê-lo sem dar qualquer satisfação
a estas instituições.
Ocorre que Aécio cometeu um erro intransponível,
porque a Cemig para associar-se em uma empresa de capital
aberto como foi o caso da RME – Rio Minas Energia
Participações S/A, ela teria que ter tido
uma autorização da Assembléia Legislativa,
o que ainda não ocorreu. A verdade é que
os deputados mineiros não estão acostumados
nem preparados para lidar com o profissionalismo da equipe
montada por Aécio Neves.
A contrapartida
As negociações desenvolvidas para quitação
da dívida da Globo no exterior foram feitas através
do ex-presidente da Globo S/A, Ronnie Vaz Moreira, e
incluem a posterior transferência e entrega da
NET para que o grupo de Aécio Neves possa juntamente
com a construtora Andrade Gutierrez, via Telemar, que
adquiriu recentemente a Way, e uma série de empresas
concessionárias de serviço a cabo do interior
mineiro, montar um novo grupo de Comunicação,
tendo como geradora local de programação
a TV Alterosa.
A certeza
da impunidade e de qualquer questionamento traz à tona uma situação
escandalosa. Ou se não é escandalosa, como
explicar que o principal executivo da Rede Globo, um
conglomerado de empresas nas quais existem profissionais
como o apresentador Faustão, que ganha mensalmente
mais de R$ 1.000.000,00, onde apenas um comercial de
30 segundos em rede nacional no horário nobre
custa em torno de R$ 180.000,00, possa largar seu emprego
que, segundo versões do mercado, rendiam-lhe quase
R$ 800.000,00 por mês fora participações,
para assumir a diretoria financeira da Light ganhando
R$ 11.000,00 por mês.
O valor total
da negociação entre Aécio
Neves e Rede Globo chegou a mais de US$ 1,5 bilhão,
levando em conta o valor da dívida da Light assumida
pela Cemig.
A negociação é tão
perdulária que além do valor pago e de
ter assumido R$ 1,5 bilhão de dívidas à Cemig,
forneceu para a Light em 2006 energia no valor de R$
399 milhões, conforme Balanço da Light
de 2006, "notas explicativas", Nota 16. E o
pior. Sabem quando a Cemig receberá o pagamento?
Em dezembro de 2013.
Esta prática sem dúvida criminosa está descapitalizando
a Cemig e capitalizando a Ligth. Em português vulgar,
a Cemig está passando por baixo do pano dinheiro
para a Light.
Não estamos falando de uma transação
desonesta entre duas empresas particulares. Estamos falando
de uma empresa estatal, que representa o fornecimento
para Minas de um insumo estratégico.
Realmente, tem que ser feitas as seguintes perguntas.
Onde está o Ministério
Público Estadual e Federal?
Onde está a Polícia
Federal?
Onde está o Ministério
das Minas e Energia, a ANEEL?
Onde está a Secretaria de Direito Econômico
do Ministério da Justiça?
Onde está a Assembléia
Legislativa de Minas Gerais?
Onde está a Câmara
Federal?
Onde está o Senado?
Onde está o Tribunal de Contas de Minas Gerais
e o da União?
Por último cabe a pergunta. Ainda existe alguém
honesto no serviço público brasileiro?
Se tem, porque nada faz?
Voltemos ao assunto. Para dar seqüência
ao "acordo" e viabilizar as futuras operações
financeiras, para promover os demais pagamentos, o ex-presidente
da Holding da Rede Globo, Ronnie Vaz Moreira, largou
o cargo de maior poder no Brasil, depois da Presidência
da Republica, transferindo-se estrategicamente para uma
simples diretoria Financeira da Light, para ganhar uma
remuneração mensal de R$ 11.000,00.
Como dito anteriormente, só este fato em outros
tempos seria capaz de derrubar o governo, porém
atualmente com o comprometimento das instituições
das diversas esferas e instâncias do Poder com
a corrupção, poucos estão dispostos
a enfrentar o maior império de comunicação
existente atualmente no país.
A renegociação da dívida da Rede
Globo com seus credores estende-se por quase cinco anos,
período igual ao que Aécio imagina ser
necessário para chegar a Presidência da
República e por conseqüência conseguindo
neste período da rede de comunicação
seu silêncio e cumplicidade.
O que diz a Cemig
A nota divulgada pela assessoria de
imprensa da estatal mineira em resposta à consulta
feita pela reportagem do Novo Jornal é a seguinte:
"Para a Cemig participar de leilões,
consórcios ou compra de ativos (como é o
caso da compra da Light), a empresa não precisa
de nenhuma lei para isso, mas sim a autorização
do Conselho de Administração da empresa.
A proposta é enviada pela Diretoria ao Conselho
de Administração, que é presidido
pelo Brumer, que autoriza ou não a compra".
É verdade
que para comprar ativos a diretoria da empresa necessitaria
apenas de autorização do Conselho de Administração,
do qual fazem parte o pai do governador e o sogro de
sua irmã.
Porém, a reunião do Conselho de Administração
de 24/03/2006 autorizou apenas a compra das ações
da Light pela RME – Rio Minas Energia Participações
S/A, CNPJ 07.925.628 /0001-47. O que se discute é a
falta da autorização legislativa, exigência
constitucional para criação da referida
empresa, que tem como sócio a JLA Participações
S/A, constituída exclusivamente para participar
da RME-Rio Minas Energia Participações
S/A, conforme relatório da secretaria de Acompanhamento
Econômico do Ministério da Fazenda, de propriedade
do Liberal International Limited, sociedade constituída
em Bahamas e a Pactual Energia, que é uma sociedade
controlada por um fundo de investimento estrangeiro denominado
Pactual Latin América Power Fund Limited, gerido
pelo Pactual Banking Limited, instituição
financeira com sede em Cayman, assim como Bahamas, paraíso
fiscal e sede do maior centro de lavagem de dinheiro
do mundo.
Para o mercado financeiro americano
a empresa Liberal International Limited, que possui diversos
imóveis
e empreendimentos em seu nome, em inúmeros locais
do país, seria administrada pelo secretário
de Governo, Danilo de Castro, que, em última análise,
estaria representando o governador Aécio Neves.
Na verdade, a relação entre os dois confunde-se
com a relação entre PC Farias e Fernando
Collor de Mello. Um jornalista do Washington Post
publicou, no final do ano passado, uma nota a respeito,
comentando
este fato.
Na verdade, o referido jornalista jogou
a isca para que Aécio Neves o interpelasse, permitindo que fosse
argüido "exception of the truth", único
dispositivo aceito nos paraísos fiscais como motivo
para quebra de sigilo de contas e operações
financeiras ali realizadas.
Se esta versão corresponde à verdade,
não podemos afirmar. Porém, nem a Cemig
e os demais sócios da RME-Rio Minas Energia Participações
S/A informaram quem era o verdadeiro proprietário
do Liberal International Limited.
Para esclarecer esta dúvida, bastaria que a Cemig
ou a Light trouxesse a público estas informações,
que independente da vontade das empresas, em breve, serão
divulgados pelo relatório da Comissão Especial
do Senado Federal americano, criado para apurar a lavagem
de dinheiro internacional.
Novo Jornal já tinha a autorização
para disponibilizar o link contendo o relatório
parcial que comprovasse a versão do mercado financeiro
americano, quando fomos comunicados que a direção
do Senado americano decidiu que o mesmo deveria ser retirado
do site da comissão. O relatório final
deverá ser concluído até julho deste
ano.
E mais. A decisão do Conselho de Administração
da Cemig foi para compra de 88,84% das ações
da EDF International, que na Light correspondiam a 79,57%
de suas ações. Ao contrário, apenas
75,40% vieram para a RME – Rio Minas Energia Participações
S/A. A diferença de 4,17% representam as ações
que ficaram em poder de EDFI para serem negociadas em
Bolsa, conforme citado no início da reportagem,
para pagamento do restante do débito da Rede Globo
de Televisão.
Na verdade, montou-se um projeto de
engenharia mobiliária
para apropriar-se do dinheiro público, permanecendo
a Cemig como minoritária. Não tendo qualquer
poder de decisão. Tanto é verdade que se
repete o ocorrido quando a própria Cemig não
admitiu no governo Itamar Franco qualquer decisão
da minoritária Southern Eletric Brasil Participações
Ltda.
A fraude praticada é tão gigantesca que
no comunicado feito por Andrade Gutierrez à Bolsa
de Valores em 29/03/2006 dizia que a RME Minas Energia
Participações S/A estava em constituição,
como poderia o Conselho de Administração
da Cemig ter decidido que a empresa participaria da RME
Minas Energia Participações S/A se naquela
data a mesma não existia constando em seu
CNPJ como data de abertura 28/03/2006.
Fica difícil para a empresa RME-Rio Minas Energia
Participações S/A explicar como comprou
79, 57% e só recebeu 75, 40%. Isto em uma operação
de Bolsa no valor de US$ 2 bilhões.
Pedido de auditoria
A Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais
da Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprovou
no dia 20 de dezembro de 2006 requerimento de autoria
do deputado estadual Laudelino Augusto (PT) pedindo que
seja encaminhado ofício ao Tribunal de Contas
de Minas Gerais (TCMG) para a realização
de auditoria nas contas da Cemig.
O deputado solicitou o exame da arrecadação
de receitas públicas e execução
de despesas, de outros atos de gestão de repercussão
contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial, praticados pelos seus administradores
nos últimos cinco anos, considerando a legalidade,
economicidade, eficiência e demais princípios
constitucionais.
Comentário: como dissemos na edição
anterior, uma voz firme, objetiva, sem distorcer a realidade,
como vem sendo feito de forma generalizada — as
exceções são exceções — na
grande mídia, surgiu em Minas, o Novo Jornal.
Finalmente, o governo Aécio vai sendo desmascarado.
Além do escândalo dos investimentos feitos
na Light, realizados à revelia da Assembléia
Legislativa e, portanto, da sociedade mineira, Aécio
tem explicar publicamente o que está feito com
a Copasa.
Outro escândalo que envergonha a imprensa
mineira, completamente omissa em sua função
social de noticiar os fatos que interessam ao povo mineiro.
Ninguém da propalada grande mídia mineira
dá um pio sobre esses assuntos. Será por
quê? Alguma justificativa há.
Enquanto o tucano Aécio faz das suas aqui em Minas,
o outro, o tucano paulista José Serra, também
esconde a verdade — um buraco do tamanho de uma
cratera — sobre as irregularidades do Metrô paulistano.
Isso tudo, senhores, com a conivência, com o caradurismo
da mídia nacional, Globo, Folha de S. Paulo, Estado
de São Paulo e companhia limitada e ilimitada.
Blindaram o homem com a maior cara-de-pau. Estão
fazendo com Serra agora, como fizeram antes com ele mesmo
na eleição pra governador, como fizeram
com Alkmin durante todo o processo eleitoral passado.
Essa imprensa que se diz imparcial e isenta (é preciso
saber de quê e de quem), se transformou em mais
um partido que defende os interesses das classes dominantes
brasileiras.
E como não deu pra emplacar o Alckmin
em 2006 já trabalham para emplacar o Serra e o
Aécio em 2010. Essa é a lógica com
que trabalham.
Paulo (Roberto) Franco (Andrade)
francoandrade@gmail.com

O governo mineiro e a Globo - uma resposta
Globo de Televisão na compra
da Light". [Nota do OI: A
matéria em
questão não ganhou manchete no Observatório
e tinha o título "O governo mineiro e a Globo".
O texto de Daniel Florêncio comentava matéria
intitulada "Governador de Minas, Aécio Neves,
paga US$269 milhões da dívida da Rede Globo
de Televisão na compra da Light" publicada
originalmente no site www.novojornal.com.br ]
O autor propaga a hipótese de que haveria um
saldo na operação de compra da Light pela
Rio Minas Energia, que teria sido destinado à amortização
de dívida da Globo com credores estrangeiros.
Em respeito aos leitores deste OI, a Globo esclarece
que:
1. A Globo Comunicação e Participações
nunca se envolveu em nenhuma negociação
financeira ou societária com a Cemig, a Light,
a Rio Minas Energia ou qualquer de suas subsidiárias.
2. A dívida da Globo Comunicação
e Participações S/A foi renegociada com
seus credores em julho de 2005 e está sendo paga
antes de seu prazo de vencimento. Os recursos para tal
são originários da venda de alguns de seus
ativos não estratégicos, da geração
de caixa operacional da empresa e da emissão de
bonds perpétuos.
3. Todas essas operações de pagamento
foram registradas no Banco Central, tornadas públicas
em press releases e constam da contabilidade e do balanço
da empresa, devidamente auditados por empresas independentes.
4. Por último, o autor levanta a hipótese
que "o povo mineiro teria financiado a Globo".
Essa é a única afirmativa do delirante
texto que resvala a verdade. É o povo mineiro,
assim como a população brasileira em geral
que, com sua audiência, sustenta a Globo (assim
como os consumidores de outros países que prestigiam
nossos produtos). E que permite que a Globo seja uma
empresa saudável e lucrativa, em condições
de gerar empregos, pagar impostos e atender suas obrigações.